Hm…
Não conheço nenhum carpinteiro que não saiba utilizar um serrote.
Não conheço nenhum carpinteiro que não saiba utilizar um serrote.
Incerteza
três tipos de incerteza: a incerteza determinística, em que não são conhecidos os estados que um sistema pode assumir; a incerteza entrópica, em que são conhecidos os estados possíveis, mas não as chances de ocorrência de cada um deles; e a incerteza probabilística, em que são conhecidos não só os estados possíveis mas também a distribuição de probabilidade para eles…
fonte: Rogério Silva de Mattos
Entropia de Shannon
Claude Elwood Shannon
Teoria da Informação
Information Entropy
Measures of Uncertainty: Shannon’s Entropy
Axiomas de Khinchin
Entropia de Rényi
Medidas de Gibbs
from wikipedia (não muito prático)
Princípio da Máxima Entropia
Paper Maximum Entropy: Clearing up Mysteries
Testes de Hipóteses
Thomas Bayes
Thomas Bayes 2
Bayes Theorem (stanford): Uma descrição muito exaustiva do teorema de Bayes juntamente com um conjunto de exemplos muito práticos para entender a formulação.
Já saiu e a avaliação do mestrado é assim:
Por tópicos:
Trabalhos de matemática – 2 Valores (até Maio)
Abril – pág A4 com proposta de trabalho. – 18 valores
- Relatório escrito (11 Junho)
- Modelo MABS (11 Junho)
- Avaliação por juri… (2 a 3 pessoas.)
Agora vai começar a doer… e a fazer suar.
Desde o primeiro dia do mestrado que naturalmente ando entusiasmado com o mesmo, acordo a pensar nele, passo o dia a pensar nele e quando chego à cama, bem, tento não pensar muito nele para bem do meu casamento.
Contudo há sempre coisas que nos distraem do mesmo, seja o trabalho, os amigos, os blogs ou o iPhone (tinha que meter isto aqui). Para evitar tais distracções, comecei a tentar arranjar uma lista de soluções para me manter focado no problema.
A O’Reilly publicou um estudo sobre as vendas de livros sobre computadores e tecnologias de informação respeitantes ao último quarto de 2006 e tem coisas interessantes: Nas linguagens de programação os reis são o Ruby e o Python (sem dúvida as linguagens da moda), em termos de Web anda tudo doido a querer programar Ajax e paralelamente a isto sobem Rails e Javascript. O resto desce. Curioso que nos livros sobre sistemas operativos, todos descem, excepto … os livros para switchers MAC que ganharam 72% (Será o efeito das vendas excepcionais de novos MAC?)
Curioso nestes sobes e desces é que uma das linguagens que mais perdeu foi o Java. Será que a abertura em formato Open Source influenciou alguma coisa? Ou será algo cujo efeito se notará apenas em 2007? Ou será que o Java começará a ser utilizado cada vez mais por franjas marginais, como o caso do Fortran, que hoje é basicamente utilizado por investigadores universitários e pouco mais?
Diz o público:
Relatório publicado pela Comissão Europeia
Programas informáticos de código aberto são positivos para competitividade na Europa
17.01.2007 – 20h22 Lusa
A utilização de programas informáticos “open source” (código aberto) pelas empresas pode ajudar a poupanças consideráveis, resultando num impacto positivo na competitividade na Europa, indica um relatório publicado pela Comissão Europeia.
Mas foi preciso haver um relatório para se perceber isto? Ou será que só agora porque há um relatório é que a coisa é oficial?
Gosto ainda de outra consideração que está no relatório que diz que o fomento do open source devia ser incentivado, assim como a sua introdução no ensino. (Estámos em 2007, só agora é que se lembraram disto? Quanto temos que competir com a Índia por exemplo? Ou o Brasil?)
Mas costuma-se dizer: Mais vale tarde que nunca… e já agora quem é que será que vai baixar os preços do Windows Vista nos próximos tempos para a Europa? Hm?
Mark Shuttleworth acabou de escrever uma série de princípios que a família Ubuntu deve seguir. Hoje publicou a número 1 e naturalmente este é Manter a distro gratuita e livre para os utilizadores.
Não poderia ser de outra forma, digo eu, ou então seria o fim, o encerrar de portas.
Depois de ter dado a Saddam Hussein a vitória que ele tanto desejava, matando-o (que talvez na história fique escrito como assassinado) daquela forma ingóbil para uma civilização do século XIX, Bush prepou a nova estratégia para o Iraque, que em vez de passar pela saída, passa pelo aumento de tropas. Depois já se dizer que o Iraque se está a transformar num novo Vietnam, o New York Times fez uma peça sobre os preparativos das forças conjuntas para o combate ao dito terrorismo.
Queixam-se os americanos da falta de colaboração das próprias forças políticas que colocaram no poder e o que me adimira é que os americanos se questionem a propósito disso. Afinal os americanos invadiram um país. Naturalmente todos os iraquianos se perguntam “Quando é que estes tipos se vão embora?“. Será que não entendem que mesmo entre aqueles que os apoiam, a dada altura eles não querem ter a força ocupante lá e quanto mais tempo passar mais se vão opor à sua presença? Será que isto não é óbvio?
O conselho europeu faz o stream das suas reuniões para que o “povo”, ou seja nós, possamos acompanhar as discussões realizadas pelos nossos representantes. Na FAQ do site está explicitamente claro que apenas Windows e MACs são suportados, uma vez que o stream é feito em Windows Media Vídeo. Entretanto está a decorrer uma petição para que o conselho europeu disponibilize os streams em formato aberto, de forma a não impor restrições ao acesso à informação baseadas na plataforma do utilizador.
No caso, a opção pelo Theora seria o mais natural e uma vez que sendo um formato open source, poderia ser implementado em quase todas as plataformas possíveis, isto claro se a UE achar por bem… mas como os políticos só agem quando pressionados, então o melhor mesmo que todos assinemos a petição.
Num destes dias, no café em frente a minha casa, quando me preparava para pagar, vi uns papeis que estavam a ser distribuídos na caixa. Não sou de olhar para esses papeluchos que se distribuem a quem quiser pegar, mas por algum motivo este chamou-me a atenção. Dizia o seguinte:
EXPLICAÇÕES
MATEMÁTICA, FÍSICA, QUÍMICA
Ensino Preparatório, Secundário e Unviversitário
Recém doutorado em Biotecnologia e Eng. Bioquímica pelo I.S.T. (Instituto Superior Técnico)
Contactos: XXXXX e email@qqrcoisa.com
Fiquei pasmado. Então é assim que um recém doutorado ganha a vida! Fala-se neste país em choque tecnológico, em fomentar o trabalho científico, em tecnologias de ponta, mas a verdade é que nunca ouvi dos nossos dirigentes uma explicação capaz sobre o que verdadeiramente um doutorado faz em Portugal. Na minha ingenuidade pensava que faria investigação, que ajudasse na descoberta de curas para doenças, que implementasse ideias novas na indústria, permitindo-lhe ganhar proveitos extra, no fundo sempre pensei que ajudasse a melhorar a nossa sociedade.
Agora já não me espanto quando ouço que há tantos portugueses a soldo de universidades “estrangeiras”, a fazer furor na comunidade científica “estrangeira” e dizer que voltar a Portugal só quando for de caixão e para meter debaixo da terra bem fundo.
No fim de um café matinal, quando me preparava para um dia que prometia ser produtivo, eis que um papelucho, um simples e reles papel deixado na caixa de um café, conseguiu destruir a esperança que estes acordos com o MIT ou com outro qualquer possam ter algum impacto significativo no desenvolvimento do país. Pelos vistos, e chamem-me crédulo se quiserem, estudar 12 anos, seguidos de 5 de licenciatura e outros 4 de doutoramento (partindo do pressuposto que se saltou o mestrado), ou seja 21 anos de estudo, serve em Portugal para se dar EXPLICAÇÕES. Alguma coisa está errada nisto tudo, mas se calhar só eu é que penso assim… se calhar é mesmo para isso que um doutorado serve.
E assim começa mais uma semana, doutor.
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