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Ainda sobre o trânsito

3, Novembro, 2007

Ontem falei aqui da proposta de de se colocar autocolantes nos carros das pessoas. Medida que parece ser mais uma forma de mostrar serviço sem afectar verdadeiramente a vida das mesmas e de dar dinheiro a uma empresa de algum amigo de alguém do governo pelo estudo. Mas para ironia no mesmo dia aconteceu um acidente gravíssimo junto aos barcos no Terreiro do Paço.

Naturalmente hoje o público faz notícia do mesmo e não pude deixar de reparar numa caixa de destaque em que se diz que uma forma de garantir a segurança dos peões é criar zonas de 30km/h e mexer nos sistemas de semáforos. Ora, 30km/h? e porque não 25? ou 10? Aliás, seja 30 km/h ou 90 km/h o que é que interessa se o condutor não os respeitar? O acidente de ontem aconteceu porque a condutora não respeitou as condições de circulação para a zona, logo de que adiantava a proibição de 30Km/h?

Embora não goste da ideia, a meu ver a única solução para locais sensíveis passa por aquilo que os brasileiros tem e abusam nas suas estradas. Os chamados quebra mola, em locais de muitos peões como o do terreiro do paço onde aconteceu este acidente, seriam eficazes. É um sistema de lombas que efectivamente obriga a reduzir a velocidade e permitiria evitar esta demagogia do "agora alteram-se os limites" que na prática não impede que eu ande a 130 km/h naquela avenida e que continuemos a ter estas notícias nos jornais.

Ainda sobre o trânsito

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  1. Sérgio A.
    4, Novembro, 2007 a 09:02 | #2

    Caro David Rodrigues,
    de facto a única coisa que tem que mudar são as mentalidades rudes e inocentes(?) da nossa sociedade.
    Deparei-​​me recentemente com um sentimento engraçado relativamente aos “quebra mola”.
    Vivo em Gondomar e algumas das vias com mais movimento estão equipadas com lombas (chatas, entediantes, e só me apetece partir tudo quando passo por elas).
    No entanto, recentemente grande parte delas foram removidas (acho que só ficaram numa via e porque são de alcatrão, não daquelas de plastico). Não sei o que se passou, se alguns “poderosos” mexeram os cordelinhos com base num argumento jurídico que por aí circula, ou se foi bom senso do Major!
    O que é certo, é que ao passar agora pelas vias sem lombas, recordo-​​me da ira com que ficava e de quão bom é passar sem empecilhos, e por isso respeito os limites e vou até mais atento, na tentativa de mostrar a peões e outros veículos que não são necessárias lombas definitivas para nada.
    Resumindo, a minha ideia ficaria por colocar lombas das piores que se encontrem, e passadas umas semanas, removê-​​las, mas de forma a ficarem as marcas e o picotado das mesmas no pavimento, para sentirmos que já ali estiveram, e que agora já não são precisas, mas tendo em mente que caso abusassem, lá voltariam mais uns tempos até perceberem a ideia.
    Acho que um pouco mais de atenção a estas vias problemáticas por parte das autoridades evitaria males maiores.
    Tenho dito!
    Cmptos.
    PS-​​tenho saudades do sixhat agridoce :(

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