Começa-se por arranjar um logotipo numa cor Web 2.0 (roxo por exemplo) e oferece-se o melhor serviço do mercado. O melhor serviço existente, porque lá fora há melhor… mas a periferia do país paga-se.
Depois com o passar do tempo, “oferece-se” umas Happy Hours, alteram-se unilateralmente os contratos com os clientes, mudam-se as regras de contagem do serviço sem dar cavaco ao cliente e por fim começa-se uma campanha de prestação de mau serviço para melhorar a situação (desde 1 de Janeiro, 30% dos pacotes não chegam ao destino e com isto eles tem que ser repetidos aumentando o tráfego… e quem quiser que confirme no seu terminal).
Por fim envia-se uma carta insultuosa aos clientes, tratando-os com um paternalismo bacoco e incentivando-os a contratar um serviço adicional para se livrar do mau serviço prestado anteriormente.
Isto sempre numa lógica de que se as coisas não funcionarem, a culpa é do cliente, naturalmente.
Enquanto não houver uma verdadeira autoridade reguladora que seja autoridade e não apenas um clube de aposentados da política e dos jobs for the boys… o seu ISP pode continuar a fazer aquilo que lhe apetecer, você vai lixando o serviço aos seus clientes, mês após mês, de forma a forçá-los a pagar mais e mais.
É um bocado ao estilo da mafia italiana, oferecer protecção de si mesmo, mas também neste país de sol, brandos costumes e polícias barrigudos, não se preocupe… ninguém vai resmungar muito. Os que vão sair do serviço vão mudar-se para uns amigos seus que estão a fazer o mesmo que você e assim o seu negócio fica assegurado…
Siga estas regras e vai ter um ISP cheio de dinheiro… Boa sorte e lembre-se, nunca ouça o que o cliente quer…
Internet
Adicionei mais uma entrada na secção de fotografia, sobre a Nikomat FTn, uma máquina dos anos 60 que é talvez uma das minhas preferidas na minha colecção.
dia a dia
Há um ramo de estudo da complexidade e das ciências da computação que estuda a teoria dos jogos em maior profundidade. A teoria dos jogos não trata naturalmente da forma como vencer no Wii Sports, mas sim procura estudar problemas a um outro nível. Um dos jogos interessantes existentes é o jogo minoritário, no qual os participantes tem que escolher uma de duas opções de forma independente, ganhando a equipa que no final tiver menos indivíduos. Parece simples? Não é. Um exemplo deste tipo de jogos é o caso do El Farol .Tentar encontrar uma estratégia vencedora é complicado e muito se escreveu sobre este jogo que lançou o tema dos jogos minoritários em geral.
Onde é que isto se relaciona com o Wikia, o novo motor de busca social do Jimmy Wales, criador da Wikipedia, e que, diz ele, pode vir a destronar o Google?
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complexidade el farol
Como é possível o ministro Mário Lino continuar como ministro das obras públicas quando é o alvo da risota, já não pelas costas, mas sim na sua frente nos locais onde aparece em público?
É que já não é uma questão de chacota. É uma questão de descrédito completo, porque tudo o que ele disser publicamente está comprometido de seriedade. E estando comprometido, como pode um ministro ter condições de continuar em funções, por mais sérias que sejam, desta vez, as afirmações?
dia a dia
Estive hoje num Workshop sobre Complexidade em Sistemas Sociais, que vai decorrer até amanhã no ISCTE. Vários investigadores vieram mostrar os seus trabalhos e entre eles vários mostraram simulações executadas em Repast.
Para quem não sabe, o Repast é uma biblioteca Java para facilitar a vida na programação de sistemas multi-agente.
Ora acontece que o Repast está agora na versão Simphony 1.0. A criação desta versão foi uma grande alteração em relação à anterior 3.1 (sim, a numeração é mesmo assim… O Simphony é um “novo” produto) uma vez que agora o Simphony deixou de ser uma biblioteca java que podia ser logo utilizada, para agora ser um pacote com o editor Eclipse integrado. Isto não facilita em nada a utilização do Repast, uma vez que quem até agora não utilizava o Eclipse não pode desde logo continuar a utilizar o mesmo IDE para o desenvolvimento das suas simulações.
Mas isto podia ser embirração minha com o eclipse, mas ao falar hoje com quem lida mais com a ferramenta, a opinião é quase unânime: “Foi erro acoplar o Repast o Eclipse. É mais pesado, lento e obriga a aprendizagem do Eclipse por parte de quem programa noutras linguagens. O Download também aumentou de tamanho (por culpa do Eclipse) e as funcionalidades 3D não são suficientes para justificar tanta chatice”. Muitos dizem mesmo que continuam a utilizar a versão 3.1 e que não pensam fazer o upgrade…
Isto mostra um pouco que o acoplamento do que até agora era uma boa biblioteca de java a um editor particular vai afastar algumas pessoas. Naturalmente que para utilizava o Eclipse anteriormente isto não coloca problemas, mas nem todos estão dispostos a fazer esta transição.
complexidade eclipse, java, repast, simphony
Estive hoje num Workshop sobre Complexidade em Sistemas Sociais, que vai decorrer até amanhã no ISCTE. Vários investigadores vieram mostrar os seus trabalhos e entre eles vários mostraram simulações executadas em Repast.
Para quem não sabe, o Repast é uma biblioteca Java para facilitar a vida na programação de sistemas multi-agente.
Ora acontece que o Repast está agora na versão Simphony 1.0. A criação desta versão foi uma grande alteração em relação à anterior 3.1 (sim, a numeração é mesmo assim… O Simphony é um “novo” produto) uma vez que agora o Simphony deixou de ser uma biblioteca java que podia ser logo utilizada, para agora ser um pacote com o editor Eclipse integrado. Isto não facilita em nada a utilização do Repast, uma vez que quem até agora não utilizava o Eclipse não pode desde logo continuar a utilizar o mesmo IDE para o desenvolvimento das suas simulações.
Mas isto podia ser embirração minha com o eclipse, mas ao falar hoje com quem lida mais com a ferramenta, a opinião é quase unânime: “Foi erro acoplar o Repast o Eclipse. É mais pesado, lento e obriga a aprendizagem do Eclipse por parte de quem programa noutras linguagens. O Download também aumentou de tamanho (por culpa do Eclipse) e as funcionalidades 3D não são suficientes para justificar tanta chatice”. Muitos dizem mesmo que continuam a utilizar a versão 3.1 e que não pensam fazer o upgrade…
Isto mostra um pouco que o acoplamento do que até agora era uma boa biblioteca de java a um editor particular vai afastar algumas pessoas. Naturalmente que para utilizava o Eclipse anteriormente isto não coloca problemas, mas nem todos estão dispostos a fazer esta transição.
opinião eclipse, java, opinião, repast, simphony
Mathematical Tools For Forecasting Stock Market Work For Ecology Too: “Unlike financial stocks, where trades are meticulously recorded, scientists began estimating animal populations only a few decades ago. But a new technique makes it possible to use the same tools some banks use to forecast the stock market and apply them to ecology”
Vencer o jogo da bolsa é o grande desafio de quem trabalha em economia. Garantidamente meio caminho andado para um Nobel da economia. Mas as ferramentas utilizadas no estudo e previsão dos mercados podem ser também utilizados. Neste artigo os autores utilizaram um técnica denominada “Dewdrop Regression” (Como é que isto se traduz?) para estimar as populações de peixes obtendo excelentes resultados.
complexidade
Hoje de manhã, na rádio, ouviu-se insistentemente falar em “desobediência civil”, “revolução”, “Maria da Fonte”, entre outras… isto tudo a propósito do facto de nos microfones da TSF um um qualquer secretário de estado ter anunciado que o governo tinha decidido apropriar-se dos juros de uns quantos milhões de euros dos pensionistas, pagando em 14 meses o que a lei obriga a pagar em Janeiro. Isto claro, para benefício dos próprios pensionistas…
Ora entre o descontentamento crescente e o referendo ou não do tratado europeu… o nosso primeiro deve estar a preparar-se para algo camiliano do género da “Queda de um Anjo”. Mas quando for à procura de água nas bicas das urnas… talvez nada encontre… talvez, mas o português tem memória curta.
dia a dia portugal
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