Descobrir música nova na net?
Procurar música na internet nem sempre é simples. Apesar de muitas bandas disponibilizarem os seus álbuns para download sob licenças creative commons, ou artísticas, não é fácil chegar a novos sons. Daí que muitas vezes o melhor seja mesmo procurar no Google. Por exemplo esta música:
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dos Stidiek, um projecto espanhol de Pamplona (distribuída sob uma licença CC) não seria facilmente encontrada, mesmo que a banda a divulgue no MySpace ou Jamendo…
O que importa aqui é perceber como é possível ter um um sistema que mostre resultados dos mais pequenos, dos tais que ficam na cauda longa e que de outra forma não conseguirão ter a visibilidade dos estabelecidos que já possuem mais ligações?
Não tenho resposta para esta pergunta (se tivesse estaria rico) mas a verdade é que o sistema actual de Hub and Spoke tem defeitos principalmente porque os Hubs se tornam gigantes, sem que isso seja reflexo de qualidade acrescida, seja na música, na literatura ou no número de leitores de um site ou blog. Talvez a solução passe por uma reeducação do consumidor, fomentando a procura de coisas originais e diferentes em vez de procurar uma normalização pela moda.
Na música isto é ainda mais importante quando se sabe que para além do efeito scale free ainda se tem que lidar com os interesses das editoras de música, que tem todo o interesse em manter os músicos independentes longe das audições, para não afectar as vendas dos seus músicos. Há uma efectiva ditadura da música que ouvimos! Como se pode dar a volta a isto?
David, não sei até que ponto é que existe uma solução efectiva para isto. A questão de reeducação do consumidor parece-me perfeitamente utópica.
Acho, isso sim, que, se as bandas querem fazer chegar a sua música ao maior número de pessoas possível, é uma questão de se darem a conhecer. Promover música nova nunca foi tão fácil e barato (a roçar o gratuito?) como actualmente. Se as bandas estiverem dispostas a perder tempo com isso, muito bem. Há todas aquelas coisas dos media sociais, há as aproximações one-on-one. Claro que a questão da escala é inevitável…
Sinceramente, a questão das licenças e da música livre parece-me ser apenas um pormenor no meio desta questão toda.
Mesmo que não seja o marketing gigante, lento e várias vezes odioso das majors… não deixa de ser marketing.
De resto, a popularidade depende da disponibilidade da banda para se auto-promover… e da sua qualidade intrínseca (hopefully).
Concordo com o texto o David que bandas pequenas e até projectos e ideias mais pequenos (muitas vezes desconhecidos e bons), que o consumidor devia procurar activamente coisas originais e diferentes da moda, que por norma nos é impingido todos os dias.
É claro que também só é impingida se a gente quiser, mas na verdade acho que a maioria dos consumidores espera que lhe seja normalmente impingido para consumir.
É complicado mas é bom pensarmos um pouco nisso.