Há lentes que não sendo as mais espectaculares do mundo, tem algo que muitas outras não tem: Carácter. Esta 28mm não é certamente a melhor 28mm do mundo, não é tão rápida como as f2.8 ou f2.0 ou mesmo a única f1.4… mas se há algo que esta lente tem é carácter. O recorte é único e ou se gosta ou não se gosta…
Adicionei mais uma entrada com esta Nikon 28mm f3.5 na secção de fotografia. Esta 28mm já anda aqui no arsenal há algum tempo e é daquelas lentes que primeiro se estranha, mas que depois se entranha…
A Ricoh deu um pontapé na lógica com esta Ricoh GXR e inventou um novo conceito para as máquinas digitais. Basicamente acoplou o processador o sensor e obturador à lente permitindo que os vários blocos possam ser comprados de forma modular.
Fim de semana de eleições e que melhor que actualizar a secção de fotografia. Ainda por cima quando entraram recentemente algumas aquisições novas para o espólio (a Voigtländer dos meus país e uma Zeiss Ikon Nettar encontrada numa feira de velharias em Viana do Castelo).
O primeiro evento do dia já ocorreu (E o segundo também: parece que era um pedómetro.). Foi o do lançamento das novas máquinas da Leica. Depois dos rumores, não houve surpresas, se considerarmos que a S2 já era esperada.
Houve isso sim a confirmação de que a Leica X1 tem efectivamente uma lente fixa e um sensor do tamanho APS-C. Para os curiosos as dimensões deste sensor (23.6 x 15.8 mm) indicam que se trata do sensor fabricado pela Sony, e utilizado nas Nikon. Por outro lado a Leica M9 utiliza sensores da Kodak.
Curiosamente à última do hora surgiu o rumor de que seria apresentada a R10 (o que seria até uma evolução natural do trabalho na S2), mas tal não se confirmou. Aliás não vejo a Leica a lançar-se de corpo e alma para a R10 com a concorrência que tem de todos os fabricantes japoneses de DSLRs. Agora já vejo é por outro lado os fabricantes japoneses um dia destes a lançarem-se no mercado da X1 e eventualmente da M9… mas isso são contas de outro rosário.
Quanto a preços? Nem vou comentar… se alguém tem que perguntar é porque não pode pagar estes preços (eu incluido)! Ora, vi há uns dias uma M3 à venda por 550€… Deixa lá ver o dinheiro no peteiro…
Onde podes ler mais sobre os lançamentos da Leica?
Sob pena de estar a transformar este blog em algo foto-dependente, cá vai mais uma:
O TOP publicou hoje uma comparação do tamanho da M9, com as outras Full Frame do mercado (as outras mais pequenas, diga-se). É hilariante! Não há comparação.
Tenho passado os últimos dias atento ao que se tem passado no mundo da fotografia, principalmente a fotografia digital, lendo sobre o que a Canon lançou, ou o que a Panasonic lançou ou mesmo sobre o que a Leica irá lançar e que todos parecem já conhecer. A verdade é que no fim do dia, depois de ler imensas opiniões, reviews e análise técnicas acabo sempre por me colocar a questão “Porque é que isto é importante? Porque preciso desta ou daquela funcionalidade?”.
Um dos sideproducts que a Leica parece preparar para dia 9 de Setembro é uma Leica ao género da Panasonic GF1 intitulada X1… marca que a Leica terá registado em Julho mas que não me agrada muito.
M, R e até a S tudo bem… mas X? O X é algo que me faz lembrar as câmaras da Minolta das séries X-000 que eram um pouco de gosto duvidoso. Minolta que entretanto foi comprada pela Konica e por fim os bens ligados à fotografia foram parar às mãos da Sony que está a aplicar o melhor do know how da Minolta na construção das sua Alfa.
Mas voltando à Leica… As semelhanças com a GF1 são evidentes, no entanto o sensor não é o Micro 4⁄3 mas antes um 12MPAPS-C… No entanto será interessante tentar perceber o que a Leica fará em termos de compatibilidade com a lentes dos sistemas anteriores, uma vez que esta X1 deverá ter a distância da flange mais curta de todas as Leicas o que permitirá fazer adaptadores para outras montagens (pelo menos teoricamente).
O interessante aqui é aquilo que muitos antevêem como o futuro e a definição de um novo standard de fotografia. A excelência dos equipamentos Leica fez no passado o formato 135 (ou 35mm) o formato defacto! A Leica procura fazer o mesmo com a linha S2, reinventando o formato. Juntamente a isto espera-se que a experiência no desenvolvimento da S2 tenha servido também para a M9, a Rangefinder full frame que todos parecem aguardar.
O anúncio está previsto para a data “mística” 09÷09÷09 às 09h09m sendo que a M9 é a mais aguardada! Curiosamente, o iPhone também foi anunciado a 9 (de Janeiro de 2007) e espera-se que os novos iPods incluam câmaras fotográficas. Será que os dias 9 são bons para a fotografia?
A Sony (argh!) vai na frente das máquinas Full-Frame. Lançou hoje mais uma (a segunda), a Sony Alfa 850 com 25MP (sim… uma monstruosidade dessas), sendo que o mais interessante é o preço: cerca de $2000-$2500.
Com isto cada vez faz menos sentido falar das outras, com factores de crop, e afins, e mostra que verdadeiramente o Digital está a chegar à idade adulta. Para além disso há rumores de novos anúncios no terreno Full-frame já para a semana. Estejam atentos.
Mas para quem precisa de “sensores” ainda maiores (e melhores) pelo mesmo preço, pode sempre comprar uma destas!
Ilha do Fogo. 9 de Julho de 1951, de manhã. A erupção, no fim da 4ª semana. O Monte Orlando a fumegar e, ao fundo, o vulcão.
São muitos os fotógrafos excelentes que em momento algum fizeram da fotografia profissão e para quem a fotografia assumiu no seus dia-a-dia grande preponderância, revelado-se excelentes surpresas a sua descoberta.
Orlando Ribeiro foi uma das minhas últimas agradáveis surpresas. Ouvira falar do seu trabalho como grande geógrafo, mas desconhecia o seu talento para a fotografia. Tal mudou quando Ela me ofereceu um pequeno catálogo da exposição “Orlando Ribeiro — A Casa e o Mundo” que foi presente na Biblioteca Orlando Ribeiro em Telheiras.
O que me mais me intrigou de imediato neste catálogo foi que a 4ª ou 5ª foto do mesmo apresentava uma lente Leica. Uma Elmar f=5cm 1:3.5 montada numa Leica M3, que não sendo a primeira Leica que Orlando Ribeiro utilizou (Um auto-retrato de 1940 mostra uma Leica pre-M [uma III?] e a M3 só surge em 1954), é uma das mais emblemáticas máquinas fotográficas de sempre. Esta evidência fez-me procurar ainda mais sobre este fotógrafo e dei de caras rapidamente com o excelente site dedicado a Orlando Ribeiro.
Aconselho vivamente a darem uma visita ao site embora lamente a forma demasiado institucional que apresenta, enchendo as páginas com texto sobre os valorosos propósitos a que se propuseram os autores do site, em vez de realmete mostrarem o conteúdo interessante. Falta-lhes perceber a Web não é um sítio de intenções mas de acções. Apesar deste pequeno defeito na construção do site, pode-se ficar a saber mais sobre a vida de Orlando Ribeiro e o papel que a fotografia teve no seu trabalho e inclusive encontrar algumas das mais de 10000 fotografias obtidas por Orlando Ribeiro nas suas viagens. Esperemos que mais estejam disponíveis brevemente.
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