
Este fim de semana tive em casa um casal amigo e o momento geek foi quando ela me perguntou pelo Eee PC, e se achava que podia funcionar normalmente como computador principal. Isto porque a mãe dela já tinha um (com linux) e estava rendida.
A meu ver Eee PC é o computador para levar para qualquer lado quando não se viajar por mais de 2 ou 3 dias.
Para um uso diário de várias horas (mais de 3), o melhor é mesmo possuir um computador com um bom monitor. A vantagem do Eee PC é que pode funcionar como o portátil que se leva para reuniões com as apresentações, ou com os ficheiros de trabalho… enquanto em casa se pode optar por um computador mais potente com um bom monitor e teclado (os dois maiores defeitos do Eee PC).
Se bem que hoje em dia seja moda utilizar os portáteis como computadores de secretária, estes conseguem ser ainda mais potentes, baratos e confortáveis para utilização intensiva.
Por isso mesmo o Eee PC não é um computador para ficar solteiro em casa. Tem que possuir um outro computador. A vantagem do Eee PC é que com o preço actual pode ser visto não como “O” computador, mas antes como um periférico do computador principal que tem a vantagem de se poder levar para qualquer parte quando for preciso.
E é muito mais barato que um iPhone…
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Vamos imaginar que você é um fabricante de carros. Uma grande empresa, sem dúvida. Cheio de sucessos no passado, mas que já não tem um carro verdadeiramente inovador há alguns anos. Entretanto o seu último carro, apesar de não ser muito seguro, foi evoluindo e muitos sucateiros fizeram fortuna. As oficinas de reparações adoraram o seu último carro. Você percebe que tem que fazer qualquer coisa importante e mete a equipa de desenvolvimento a trabalhar para reinventar o carro dos carros. O seu novo produto vai ser fascinante. Vai varrer da face da terra todos os outros concorrentes. Só vão haver carros da sua marca. O trabalho decorre como devia, e quando finalmente chega o dia do lançamento faz uma grande conferência de imprensa para apresentar o novo bólide: O carro dos carros, impossível de ter acidentes com ele, impossível de se enganar. Vai ser fantástico.
As especificações do carro? 8 metros de comprimento, 4 toneladas, um motor V12 de 6 litros e um consumo de 35 litros aos cem. Velocidade máxima: 210km/h (um pouco mais rápido que um citadino, mas muito dificilmente chamaríamos a isto um citadino). Sim, as linhas são agradáveis e modernas, mas afinal um pouco semelhantes a alguns carros da concorrência. O preço?… uma exorbitância.
Passados alguns meses depois do lançamento você descobre que as vendas estão muito abaixo das expectativas, é entrevistado por uma revista automóvel e tem que arranjar uma justificação e sai-se com:
“A culpa? A culpa é da chuva… Se houvesse mais chuva havia mais acidentes e podiamos vender mais carros!”
Esta história faz-lhe lembrar alguma coisa? Não? A mim faz.
Se mantivermos a história e se a companhia se chamar Microsoft, então o Vista é o sapo que não vende e a culpa é dos piratas, porque de resto tudo se mantém na mesma. Mas aí se calhar a história já não tem tanta piada como quando se fala de carros.
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Com a saída há uns dias do Herd 3 decidi-me a substituir o meu 6.06 pela próxima versão do Ubuntu. Fiz download da versão Alternate CD (Não quero andar a experimentar LiveCDs… e a Alternate CD já se revelou salvador em algumas instalações) e atirei-me ao serviço.
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A O’Reilly publicou um estudo sobre as vendas de livros sobre computadores e tecnologias de informação respeitantes ao último quarto de 2006 e tem coisas interessantes: Nas linguagens de programação os reis são o Ruby e o Python (sem dúvida as linguagens da moda), em termos de Web anda tudo doido a querer programar Ajax e paralelamente a isto sobem Rails e Javascript. O resto desce. Curioso que nos livros sobre sistemas operativos, todos descem, excepto … os livros para switchers MAC que ganharam 72% (Será o efeito das vendas excepcionais de novos MAC?)
Curioso nestes sobes e desces é que uma das linguagens que mais perdeu foi o Java. Será que a abertura em formato Open Source influenciou alguma coisa? Ou será algo cujo efeito se notará apenas em 2007? Ou será que o Java começará a ser utilizado cada vez mais por franjas marginais, como o caso do Fortran, que hoje é basicamente utilizado por investigadores universitários e pouco mais?
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