
Quem já leu os jornais online já percebeu que são local de convívio dos trolls da net portuguesa. Sem excepção.
Assim, ontem surgiu no Twitter de forma auto-organizada uma solução para acabar com esse lixo nas nossas visitas às páginas dos jornais. Rapidamente se fizeram esforços para identificar e eliminar as pestes e chegou-se a duas soluções:
O primeira passa pela utilização de uma folha de estilos personalizada no nosso browser chamada shutup e depois adicionar ao ficheiro CSS alguns CSS Selectors para os sites portugueses. O pessoal compilou uma lista que está disponível em http://piratepad.net/1l4UaVF8hO.
A segunda foi encabeçada pelo Joel Calado que colocou os CSS Selectors num script para Greasemonkey (Firefox) e GreaseKit (Safari) para quem preferir. Já agora, sugeria ao Joel que colocasse uma caixa de comentários na página do script para que se possam ir sugerindo novos CSS Selectors para ele actualizar de quando em vez o script.
Internet comentários, comments, css, greasekit, greasemonkey, hack, shutup, trolls

99% Bounce?
A experiência social por excelência a que se propunham os criadores do Second Life é um fracasso (só não é para os Zelots e para a Presidência da República). Ao ler um artigo sobre o porquê do falhanço do Second Life (que se centrava mais na nova interface v2.0) houve um pormenor que me chamou a atenção: Só 1% dos novos utilizadores registados regressa ao Second Life. Isto é como ter uma website com um bounce rate de 99%. E este é um valor que eu achei surpreendentemente alto.
O que é então que faz alguém, que se deu ao trabalho de registar no SL, desistir tão rapidamente? Será a falta de users? Será a dificuldade dos 1500 botões e menus da interface? Será 99% do espaço estar transformado num gigantesco shopping? Será porque algo mais que a vagabundagem necessita de dinheiro verdadeiro?
Não sei… mas penso que não haverá SL durante muito mais tempo. O futuro passará por sistemas híbridos de realidade aumentada e a menos que o Second Life se converta para novas plataformas e ligações com o mundo real, não vejo muito espaço para este mundo virtual na internet da nova década.
Internet, redes sociais

É sabido que os motores de busca não vêem os sites da mesma forma como nós pelo que há um mercado de vendedores de banha da cobra, chamado de SEO ou traduzindo: optimização (do sites) para motores de busca. Porque os sites não lêem bonecadas, flashes ou javas… é importante ver o que os crawlers dos googles, yahoos e afins afinal classificam. Uma das formas mais práticas de o fazer é utilizar um browser que funcione em modo de texto. O meu preferido é o Lynx, desenvolvido pela universidade do Kansas.
Já agora aqui no sixhat modifiquei a ordem pela qual apareciam os menus de navegação do sixhat pirate parts para que os mais importantes apareçam primeiro no Lynx e aos motores de busca. É só um pequeno ajuste. Duvido que a posição dos menus influencie o SEO do site, mas…
Internet optimização, SEO
Depois do estrondo que a crise financeira provocou já se falava que a Black Monday II seria o fim também da Web 2.0 .… mas pelos vistos os mercados ressuscitaram e está tudo a comprar novamente, muito embora os únicos felizes com isto tudo sejam provavelmente os tipos que desenvolvem coisas em Ajax e JavaScript e … porque podem continuar a ganhar a vida durante mais uns tempos, até que alguma coisa rebente no mundo e novamente se diga que a web 2.0 morreu…
A web 2.0 é pior que um gato! Já era altura de ter verdadeiramente algum serviço ou alguém que revolucionasse a experiência internet. E não é uma questão de ter um desktop online (quem utilizou aplicações de remote desktop sabe que isso é já possível). O que é preciso é algo que não seja um desktop, algo que revolucione hoje como a televisão revolucionou há 80 anos.
A próxima web não pode ser a web destas aplicações ajax com fades simplistas e uma paleta de cores constituída por 2 cores bebé cueca (azul ou verde). A web da próxima geração tem que integrar. Tem que dar o poder ao utilizador para dizer “a minha web é assim” seja em termos de funcionalidades, sejam em termos de personalização, e acima de tudo de controlo.
A próxima Web precisa de uma revolução de base na tecnologia fundamental do seu funcionamento em vez de ser apenas um acréscimo de serviços proporcionada pelo crescimento expectável da lei de Moore. É preciso algo tecnologicamente inovador.
Ler mais…
Internet web 2.0, Window Manager, Xorg
Num artigo no blog oficial do google, anunciaram que o Google tem já um sistema que lhe permite ler os conteúdos de ficheiros swf, nomeadamente os pedaços de texto que existam, e os respectivos links.
Embora quem desenvolvesse sites em flash muitas vezes ignorasse que os motores de busca ignoravam os conteúdos dos ficheiros flash, a verdade é que agora o sistema entra no reino da fantasia. Tudo por duas razões muito simples, quando a coisa era só HTML+Javascript, aquilo que o Google lia, todos os outros podiam ler também, podia-se aprender com o as melhores práticas e fazer crescer os nossos sites.
Agora, se o google indexar conteúdos que só eles podem decifrar, vamos estar perante uma situação em que os “amigos do google” poderão colocar dentro do contentor flash indicações “especiais” para os motores do google. E ninguém mais vai poder olhar para os conteúdos e dizer “é assim que devo fazer” ou “as melhores práticas da industria são estas”.
O que o google está a fazer indo indexar os ficheiros flash é tentar resolver artificialmente um problema que devia ser resolvido no fonte, junto da Adobe. Atendendo ao peso que o Google tem no mercado da pesquisa online, isto pode ser muito perigoso principalmente porque pode beneficiar alguns, criando uma elite que em nada é democrática.
Posso estar enganado. Que os bits e bytes futuros me enganem, para bem de todos nós… e da internet. Mas eu honestamente cada vez gosto menos do papel que o Google assume no panorama internacional.
Internet Adobe, flash, google, search engine, SEO
A equipa do Reddit (os 5) decidiram abrir o Reddit e mostrar como o fazem. O código que corre o popular (e para alguns melhor que) concorrente do Digg está agora disponível.
Naturalmente são excelentes notícias, para além de que quem quiser começar um projecto semelhante tem aqui uma excelente base de partida para se aventurar.
Ver também:
Digg, a história de um número maldito
API do Pownce
Slashdot faz 10 anos
Internet code, opensource, reddit

Ajude o Firefox a bater um record do Guinness!
UPDATE: Parece que o Record será maior do que seria de esperar e os servidores estão todos meios parados… muito pior que o Twitter.
Entretanto segundo o Phil se não quiser esperar que os sites voltem a ficar online podem tentar fazer o download directo a partir dos links:
Firefox 3 (Inglês) — Mac OS X
Firefox 3 (Inglês) — Windows
Internet browser, firefox, guinness, world record
Quer uma explicação do que se passou entre a MediaDefender e a Revision3 pela boca dos pessoas certas?
Ouça o último Twit!
Internet bittorrent, mediadefender, revision3, twit
O ataque aos servidores de BT da Revision3 mostrou que ninguém está imune à cegueira da industria do entretenimento, e fez-me pensar na seguinte comparação:
Um gajo se for rádio amador, tem que ter licença, as rádios piratas já acabaram há muito tempo, mas na altura ninguém disse que as emissões de rádio eram más.
Por outro lado se uma rádio começar a emitir por exemplo na zona de espectro da aviação civil vai ter sérios problemas com a lei.
Ora com o BT é a mesma coisa. Uma companhia tem uma emissão de TV distribuída por BT e outra tentou através de um DoS destruir o seu serviço.
O BT não é ilegal, lembrem-se políticos e juízes, da próxima vez que uma companhia como a MediaDefender aparecer nas notícias com falinhas mansas.
O BITTORRENT NÃO É ILEGAL
Internet bittorrent, mediadefender, revision3
Eu estive para não falar no assunto. Juro. É como responder aos Trolls… mas eu não sou perfeito e tinha que dizer qualquer coisa.… nem que fosse uma farpazinha, e depois de ir assistindo à reacção que se foi formando no Twitter e nos vários blogues que acompanho (e ainda há um ou dois de quem espero ouvir umas palavras sobre o assunto) achei que a forma com o Marco Santos acaba o seu post no Bitaites resume o meu estado de espirito neste momento.
A Internet, tal como de resto a televisão, potencia o exibicionismo. A diferença neste caso é que a Internet potencia o exibicionismo de todos, enquanto a televisão potencia o exibicionismo de Moita Flores.
Entretanto o Phil, parceiro de aventuras no Triplo Expresso está a fazer um levantamento das melhores reacções ao debate da SIC. E pela amostra, a cambada de “solitários traumatizados” está toda a escrever sobre o assunto.
Actualização:
O Paulo Querido sem dúvida para ler até ao fim… e com sugestões para outras reacções.
Internet blogosfera, blogs, blogues, media, sic
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