Isto promete nos próximos dias mexer com a forma como as redes sociais são encaradas. Pelo menos a coragem para imitar o título do paper “Anatomy of a Large-Scale Hypertextual Web Search Engine” dos fundadores do Google está lá.
O paper promete:
The paper describes the fundamental differences between the traditional “Library” paradigm of web search — in which answers are found in existing online content — and the new “Village” paradigm of social search — in which answers arise in conversation with the people in your network. We explain that in social search:
Users can ask questions in natural language, not keywords
Content is generated “on-demand”, tapping the huge amount of information in peoples’ heads
The system is fueled by the goodwill of its users
O paper [pdf] de Damon Horowitz e Sepandar D. Kamvar vai ser apresentado na WWW2010 dentro de alguns meses.
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99% Bounce?
A experiência social por excelência a que se propunham os criadores do Second Life é um fracasso (só não é para os Zelots e para a Presidência da República). Ao ler um artigo sobre o porquê do falhanço do Second Life (que se centrava mais na nova interface v2.0) houve um pormenor que me chamou a atenção: Só 1% dos novos utilizadores registados regressa ao Second Life. Isto é como ter uma website com um bounce rate de 99%. E este é um valor que eu achei surpreendentemente alto.
O que é então que faz alguém, que se deu ao trabalho de registar no SL, desistir tão rapidamente? Será a falta de users? Será a dificuldade dos 1500 botões e menus da interface? Será 99% do espaço estar transformado num gigantesco shopping? Será porque algo mais que a vagabundagem necessita de dinheiro verdadeiro?
Não sei… mas penso que não haverá SL durante muito mais tempo. O futuro passará por sistemas híbridos de realidade aumentada e a menos que o Second Life se converta para novas plataformas e ligações com o mundo real, não vejo muito espaço para este mundo virtual na internet da nova década.
Internet, redes sociais
O primeiro dia da Winter School em Ciências da Complexidade já passou. Estou bastante satisfeito com a turma de alunos que se inscreveram este ano. Bastantes alunos de Doutoramento, quer nacionais quer estrangeiros. Atentos e curiosos. Muito bom! As sessões correram naturalmente. A sessão prática durante a tarde foi mais veloz que pensava (2h correm depressa demais), mas serviu para começar a “meter as mãos na massa” e a mexer nos problemas que afectam o dia a dia dos estudiosos de redes. A próxima sessão deverá ser sobre R, statnet e Pajek na quinta-feira. As sessões plenárias estão a ser gravadas em vídeo (HD Rules baby) e penso que posteriormente estarão disponíveis. Aguardem um pouco.
Este ano não há blog oficial da Winter School como no ano passado, mas em todo o caso foi giro verificar um fenómeno de auto-organização em torno do Google Wave. A turma começou já a utilizar o Wave para tomar notas e apontamentos de forma colectiva. Penso que no futuro este será o tipo de utilização mais interessante, embora um Wave com 20 pessoas se torne um pouco caótico por vezes (algo que a auto-organização corrigirá.)
Amanhã, terça-feira, chegam os restantes speakers e o dia vai ser marcado por sessões do James Sterbenz, do John Symons e do Gergely Palla. Um luxo!
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E se os modelos de segregação racial de Schelling também se verificassem nas redes sociais online? O Channel 4 fez um estudo e é interessante que a dada altura o modelo de segregação de Schelling aparece para ilustrar o fenómeno, utilizando o modelo existente na plataforma de agentes NetLogo.
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Sim, sem dúvida que no Twitter se desenvolve uma rede social, tal como num blogue, ou na fila de espera para o 22 a caminho de Alcântara! O twitter é uma plataforma de micro-bloging. E curiosamente isto não é referido no artigo. É mais fácil atirar o Twitter para a zona das “Redes Sociais” do que olhar para ele como plataforma, sendo que as tais “redes sociais” surgem naturalmente, como em tudo na vida.
Mas isto não impede que o TeK tenha começado um artigo que tinha tudo para ser muito bom, com o pé errado ao tentar explicar o que é o Twitter como:
O Twitter é uma rede social diferente.
Com isto definiram e estragaram a definição… enfim!
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Update: Lista actualizada no artigo Análise de Redes Sociais (Updated Software List)
Esta lista é muito incompleta, e falta aqui muito software proprietário, mas em todo o caso foi com algum deste software que tenho andado a brincar ultimamente.
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Isto é a razão do meu silêncio ultimamente…

Infelizmente por algum motivo, as redes sociais nunca se comportam como uma pessoa as desenha… Porquê? Será problema do modelo? Ou será problema da realidade?
Cá para mim mude-se a realidade que deve certamente estar errada.
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