Há um ano ganhou Grischuk (se bem que com o mesmo número de pontos que Ivanchuk) e Carlsen ficou em primeiro. O campeão em título Anand quedou-se pelo quarto lugar.
Um novo computador de Xadrez (Novag Obsidian) para me vencer nos meus desafios, uma vez que o anterior já não dava muita luta. As peças são em Madeira, o que é muito prático. O Rei tem 5,2cm de altura e o rating estimado desta máquina é de 2100ELO. Agora é que eu nunca mais ganho um jogo de Xadrez…
O rating da Novag Obsidian é muito semelhante ao da mais desejada Novag Citrine. No entanto esta custa metade do preço (Para além de que por cá não sei onde encontrar uma Citrine. O único sítio que parece vender Novags é o El Corte Inglês).
Para além do tabuleiro o pack ainda traz um saco de transporte muito prático sendo que o único defeito que lhe encontro é a falta do adaptador de corrente de 9V que é vendido separadamente (Custa 13€, mas um universal de linha branca numa loja de electrónica custa cerca de 8€). O tabuleiro também funciona com pilhas, mas no entanto são 6 do tipo “C” o que implica muito peso.
Para os mais curiosos, a Obsidian tem 32Kb de Rom e 1Kb de Ram e os corações são 2 processadores a 16MHz.
Enquanto estou aqui no retiro da complexidade, aproveitei para trazer comigo um tabuleiro de Xadrez e o recentemente comprado “My 60 memorable games” do xadrezista Bobby Fischer.
Ainda não tive tempo para verdadeiramente o começar a ler, embora já tenha passado os olhos pela primeira partida do livro entre Fischer e Sherwin, numa altura em que o jogador norte americano tinha apenas 14 anos.
A partida é Fischer-Sherwin no open de Nova Jersia de 1957: Ler mais…
Um novo blog sobre Xadrez, O Chess Bytes, do Pedro Fonseca dedicado a coisas dos tabuleiros de 64 casas ou talvez mais…
O blog vai de vento em popa apesar de só agora ter sido lançado pelo que aconselho uma passagem por lá para quem pensar o Xadrez em formato binário (já está no meu feed reader).
Estão a decorrer os torneio de Mestres e de Honra da Federação Portuguesa de Xadrez. Hoje é a última ronda! Quem não poder deslocar-se ao Hotel A.S Lisboa na Av. Almirante Reis pode seguir as partidas a partir do site oficial da Federação Portuguesa de Xadrez.
Update: Há algo de estranho nos resultados online, só pode ser! Ou isso, ou houve jogadores de Xadrez que estavam com pressa para ir para casa: Segundo o que está online um jogo acabou na 3a jogada, outro na 13a (menos estranho, mas ainda assim…) e outro na 8a. O primeiro com uma vitória das brancas e os outros com dois empates. Honestamente, parece que o facto de ser o último dia fez com que alguns jogadores quisessem despachar a coisa rapidamente para ir embora. Em todo o caso estou à espera que o ficheiro PGN seja actualizado no site da federação para confirmar estas dúvidas e para rever as partidas mais interessantes do torneio.
Sendo o Xadrez um desporto com uma senhora idade é estranho que não haja na internet mais informação sobre este desporto em Português. Será que somos um país da bisca e pouco mais?
É pena que o site não esteja mais adequado à Internet moderna, limitando-se a disponibilizar a informação em ficheiros PDFs por diferentes períodos.
Uma outra coisa que este site também não cobre é a cultura do Xadrez que não de competição. Era um jogo que era praticado em Portugal? Jogava-se na corte? Há registos em cartas ou documentos descritivos dos usos e costumes onde o jogo apareça referenciado? Alguém tem conhecimento da existência de alguma publicação que faça o retrato do jogo de Xadrez na sociedade Portuguesa ao longo da história?
Começo por dizer que sou um verdadeiro nabiço a jogar Xadrez. Faço asneiras a cada 5 jogadas (daquelas mesmo más que dão mate logo a seguir ao adversário) e o conhecimento teórico que tenho não é muito aprofundado, até porque o tempo escasseia. No entanto, o Xadrez tem em mim um fascínio de longa data.
O jogo foi-me ensinado pelo meu pai durante a minha juventude, teria talvez uns 10⁄12 anos e rapidamente se tornou o ponto de batalhas entre mim e o meu irmão. Depois houve um tempo que caiu no esquecimento, principalmente pela falta de adversários com quem jogar. Nunca fui federado ou pertenci a algum clube pelo que encontrar pessoas que também gostem do jogo é algo complicado! Perguntem a alguém o que é uma tomada en passant e logo verão a cara de atónito que quase todos fazem. Nos últimos 5 / 7 anos retomei o jogo com o advento dos sites de Xadrez online, principalmente na modalidade por correspondência. Nada oficial, nada sério, apenas para entretenimento e aprendizagem.
No entanto há um pormenor que me tem preocupado ultimamente nos jogos de Xadrez que vou disputando. Tem a ver com o rácio de satisfação que se obtém do jogo em sí. Se os adversários que encontramos são de um nível muito inferior, os massacres são uma chatice. Se somos nós quem tem por outro lado o pescoço na guilhotina constantemente, então também não há gozo nenhum. A minha questão tem a ver com qual é o nível dos adversários que se deve procurar? A resposta óbvia de “alguém do nosso nível” tem algo mais que se lhe diga que é como é que nós sabemos qual é o nosso nível? Vamos subindo o nível dos nossos adversários até em média ganharmos metade dos jogos? Há algum teste que diga “você é nível 1600″. E naturalmente a mesma questão coloca-se relativamente aos nossos adversários.
O problema fundamental tem a ver com o facto de muitos sites onde se joga Xadrez atribuirem um ranking à semelhança de uma classificaçãoELO, mas este valor é pouco fiável (a meu ver o único fiável é mesmo o ranking oficial via jogos precensiais, mas isso implica estar federado, pertencer a um clube… ou seja… Xadrez de competição) por causa de batotas, de volatilidade de membros, etc… Então a questão é: Como é que em Xadrez de Lazer uma pessoa pode encontrar os adversários com níveis certos para se tirar o maior satisfação do jogo, quando por vezes encontrar alguém com quem jogar é já uma tarefa difícil?
Surgiu mais uma e-zine (um formato que me é muito querido e que está para os blogs na direcção oposta à do twitter), neste caso uma e-zine sobre Xadrez! Intitula-se Chess Chek e promete trazer as actualidades do mundo do Xadrez. A capa do número zero foi para Levon Aronian, o jogador Arménio que tão bem tem jogados nos últimos meses.
(por falar em E-zines, tenho uma para editar que já devia ter saído no fim do mês passado!)
Já não me lembro do post em que encontrei a ligação para estes canais Xadrez no Youtube. De todos os que estavam listados seleccionei estes porque os achei bastante interessantes. O meu nível de jogo é muito baixo, mas efectivamente assistir a jogos comentados pelos jogadores de topo onde eles vão explicando as suas ideias é uma excelente forma de aprender, mesmo que nunca venhamos a ser tão bons quanto eles e nunca se sabe quando é que vai conseguir vencer o Bogeyman
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