Se por um lado estamos contra a forma como a indústria da músicaNMPA quer cobrar dinheiro pela música, com o pretexto de que está a cobrar royalties para os autores, a última novidade de que a Apple ameaça fechar a a iTunes Store é a ridiculamente pateta.
Se é sabido que os músicos não ficam ricos com as vendas nestas lojas online, dá vontade de torcer para que o Copyright Royalty Board decida a favor das editorasNMPA só para ver se a Apple realmente tem coragem de fechar a loja de música… ia ser giro ver a Apple a fechar a sua Galinha dos Ovos de Ouro.
Lá teríamos todos que ir procurar os MP3 no Google ou então quem sabe até comprá‐los no serviço de MP3 da Amazon…
Tenho que começar por dizer que gosto muito do Jorge Palma e é naturalmente com muita curiosidade que segui o estrondoso sucesso que ele parece estar a ter no Youtube com o vídeo do último trabalho, mas honestamente… (ou)vi o tema e quase que já estou como o rei de Espanha: Porque não “os” calas? Ou no caso do vídeo “mandas àquela parte que eu cá sei.”
O Jorge Palma é um sobrevivente, é indiscutível, e fez pela vida como ninguém. Contudo este vídeo apesar de meio milhão de visualizações é uma verdadeira tristeza. O Jorge não se importa, mas pessoalmente não suporto aquele desfilar de músicos nacionais, como se prestassem uma homenagem póstuma. O Jorge Palma está vivo e bem vivo. Aliás, a forma como o vídeo é filmado, com a forma como o Rui Reininho é colocado no final e com aquela metáfora Pessoana. É pá, tomara o Jorge Palma ser o Fernando Pessoa em dia mau e tomara o Rui Reininho chegar aos calcanhares do Jorge Palma depois de uma valente cadela.
Pessoalmente não gostei. Percebe‐se que este tipo de “homenagens” são feitas porque as produtoras exigem, porque é uma forma de vender música em Portugal e também porque o Jorge Palma não se importa com isto porque se está a cagar para eles todos. O Jorge Palma tem um pouco a mania de ser o Charles Bukowski nacional. Não se importa de fazer o que as editoras mandam para promover o seu trabalho e a sua música. Sim, acho que é um bocado um vendido. Mas na sua perspectiva é-o conscientemente porque no fundo acha que se está a marimbar para eles. (Mas estará?)
Houve um dia há uns anos que estava num shopping da zona de Lisboa quando às 6 da tarde vi que o Jorge Palma ia dar um concerto mesmo ali, no meio da zona de comes e bebes. Tinham instalado um piano e uma zona de mesas “vips”. Fui dar uma volta e quando voltei já o concerto estava a meio, quase no fim… foi coisa de menos de 1 hora. O Jorge estava um pouco acelerado, mas divertido com a sua música. Seria a única coisa que lhe interessava. Mas aquela figura de pateta alegre a tocar sucessos do passado no meio de comes e bebes de um shopping foi a gota de água. Era o Jorge Palma a sobreviver da pior maneira. Quando por fim fez os dois encores obrigatórios, foi finalmente levados por quem o andaria na altura a explorar. Se calhar os mesmos que agora o sentaram à mesa da falsa Brasileira e meteram os súbditos a prestar vassalagem.
Continuo a gostar do Jorge Palma, contudo não tenho paciência para todo o mercantilismo e do culto da pessoa que ele se deixou rodear nos últimos anos. Não interessa. Ele ainda vai nos enterrar a todos e a sorrir ainda por cima.
Depois de escrever como procurar música no Google permitindo encontrar música sem ter que recorrer a serviços tipo Kazaa (que pelos vistos permitem ao pessoal ser lixado pela RIAA) encontrei um outro serviço que também simplifica a vida do pessoal para procurar músicas que estejam perdidas online… (o pessoal adora meter músicas nos sites do MySpace e afins… ).
O serviço chama‐se SeeqPod e experimentem por exemplo procurar Radiohead.
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