Numa semana em que os segundos passam lentamente para se descobrir o que é que a apple anda a preparar (será o lançamento de um tablet? será um iPad ou iSlate? será um fracasso? consta que deus anda histericamente contente com a sua invenção!), por aqui brinca-se com algumas redes socias.
A que está exemplificada retrata os resultados das conversas entre membros de uma rede social muito famosa, durante 48h. Será que adivinham qual é? Daqui a uns dias devo ter ainda mais dados, e aí eu revelo qual a rede e quem é quem… até lá não vale a pena perguntar… fiquem atentos!.
Os tamanhos representam o PageRank (Sim, o algoritmo do Google) e as cores o k-coreness de cada nó…
A análise de redes sociais tem obtido vários sucessos sendo que o mais famoso é certamente o da análise à rede de terroristas que participaram no 11 de Setembro. No entanto têm havido várias aplicações para combater ataques terroristas embora pareça que na matemática da guerra pouco importe verdadeiramente qual a rede social a que se pertence.
Aparentemente o metropolitano estava à espera de mais utilizadores da estação do Terreiro do Paço (4 milhões contra 1 milhão verificados) e também ficou surpreendido com a linha vermelha que passou a ter um tráfego muito superior depois da ligação às estações do Saldanha e S. Sebastião.
Se associarmos a isso o facto do metro ser agente de mudanças ao nível do espaço público talvez se perceba o porquê das casas na Almirante Reis terem subido de preço enquanto o resto da cidade está em crise.
Já aqui fiz uma lista de software para análise de redes sociais, mas a verdade é que há sempre algo novo, algo que permite mais alguma coisa. Últimamente tenho olhado para dois softwares em particular: Um é o networkX, escrito em Python e que permite manipular programaticamente o mundo dos gráfos. O outro é o R, o pacote para tratamento estatístico de dados open source que juntamente com o algumas bibliotecas o tornam muito interessante para manipulação de redes.
E com isto tudo a lista que estava algures aqui está um pouco desactualizada pelo que é preciso adicionar algumas coisas:
R Statnet — Uma meta-biblioteca com dependências de uma variedade de outras bibliotecas do R e que torna muito fácil instalar tudo o que é preciso para trabalhar com redes no R.
Quem não pode estar na Complexity Systems Winter School e quiser dar uma vista de olhos aos temas lá tratados, pode ver o pequeno filme feito pelo @wollepb que resume o dia a dia dos tweets postados com a hashtag #csws09. Podem encontrar mais pormenores no blog do Wolfgang.
Um artigo muito interessante da revista Techonology Review do MIT, fala de redes sociais, ferramentas para as analisar e aborda e do poder do gráfico social.
Infelizmente por algum motivo, as redes sociais nunca se comportam como uma pessoa as desenha… Porquê? Será problema do modelo? Ou será problema da realidade?
Cá para mim mude-se a realidade que deve certamente estar errada.
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