Para lá dos limites dos céus!

O céu é talvez a última grande fronteira do homem, quer se goste ou não a verdade é que a espécie humana está condenada a viver num pequeno átomo na imensidão do universo. Isto claro faz o nosso espírito inquieto querer saber o que está mais além. Depois da interessante apresentação do José Afonso nos Encontros da Arrábida acerca do fim da idade das trevas do universo, dei de caras com o site do Grande Telescópio das Canárias (GTC) Um monstro de 10,4 metros de diâmetro e que permitirá “olhar” ainda melhor para o nosso passado.

(podem instalar um destes ao lado do 8″ do meu irmão, sff)

Eles (os cientistas) andam aí… no mapa da ciência.

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find_wally Todos temos as nossas dúvidas quanto à privacidade dos dados que inserimos na internet… mas agora nem os cientistas se salvam… O laboratório nacional de Los Alamos produziu o primeiro mapa da ciência, baseado nos acessos dos cientistas aos sites das publicações de referência.

Tradicionalmente este tipo de mapas era feito a partir das citações, o que levava a algum atraso na visão do estado da ciência. Curiosamente o mapa revela alguns detalhes interessantes, nomeadamente:

Whereas maps based on citations favor the natural sciences, the team’s maps of science showed a prominent and central position for the humanities and social sciences, which, in many places, acted like interdisciplinary bridges connecting various other scientific domains.

Estes estudos são naturalmente de vital importância para perceber o surgimento de novas descobertas científicas.

update: o link para o artigo original, fornecido pela Maria João Valente. [PDF]

Comprimir o Genoma Humano em 4MB

We apply a series of techniques to James Watson’s genome that in combination reduce it to a mere 4MB, small enough to be sent as an email attachment.

Comprimir dados é uma das tarefas mais rotineiras do nosso dia a dia. No entanto os algoritmos de compressão não são muito eficientes para comprimir o código do genoma humano. Scott Christley, Yiming Lu, Chen Li e Xiaohui Xie escreveram um artigo onde utilizam técnicas avançadas de compressão para conseguir compressões de 100:1 permitindo que o genoma humano possa ser enviado como attach de correio electrónico.

Curiosamente os investigadores utilizaram o genoma de James D. Watson, o cientista que co-descobriu a estrutura helicoidal dupla do DNA e que em 2007 se viu envolto em polémica, tendo afirmado que os Africanos seriam menos inteligentes que os Europeus, algo que apesar de ter rapidamente desmentido lhe valeu uma reforma antecipada.

O mais extraordinário desta aplicação de compressão é que permite dizer que somos definidos por pouco mais que duas disquetes de 3.5″ ou por metade da capacidade de um iPod nano. Certamente que a ideia de complexidade que temos de nós próprios é definida por muito mais que simplesmente o nosso genoma, mas no entanto não deixa de ser muito estranho.

SpaceX: E o Falcão voa…

[ad#ad-2] Não foi à primeira, nem segunda, nem terceira tentativas. Foi à quarta que a SpaceX conseguiu finalmente colocar o Falcon 1 em órbita. O foguetão de combustível líquido foi o primeiro veículo de uma companhia privada a conseguir o feito.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=To-XOPgaGsQ]

Agora que o falcon 1 atingiu a sua órbita elíptica em torno da terra oscilando entre os 500km e os 700km de altitude pode-se dizer que o futuro da exploração espacial por companhias privadas finalmente começou.

Aterragem da Phoenix em Marte

phoenix-mars-lander.png

Para todos os que estiverem interessados em Marte e na exploração espacial em geral, podem hoje assistir a partir das 23h à emissão especial da NASA TV que vai transmitir em directo a aterragem da Phoenix. Contudo a confirmação do sucesso da missão só deverá vir mais tarde já depois da meia noite. Em todo o caso a melhor forma é acompanhar a emissão de vídeo utilizando a página da NASA TV ou então utilizando o link seguinte no QuickTime: http://www.nasa.gov/qtl/151335main_NASA_TV_QT.qtl.

Ainda mais se quiser saber todos os detalhes sobre a Phoenix e sobre o processo de descida o Press Kit da aterragem está muito detalhado e contém muita informação útil.

Atendendo a que 1 em cada 3 tentativas de aterrar em Marte redundaram em fracasso, este é sempre um processo arriscado. Contudo o desafio de explorar um planeta distante faz parte do imaginário humano e ajuda a empurrar a ciência e a técnica mais um passo em frente.