- O tipo que decidiu correr em tronco nu no Central parque certamente não sabe o que é o frio e também não faz ideia do que é uma bela pneumonia. Correr é fixe, mas há cada maluco.
- O Pistorius conseguiu seguir os caminhos mais tenebrosos dos desportistas carregados de testosterona e de grande exemplo de coragem e dedicação passou a ser mais um caso de desportista pateta sem nada na cabeça. Isto leva mais uma vez a pensar no estatuto que a sociedade dá aos desportistas pelos seus feitos nos seus desportos em vez de o dar pelo seu carácter. Muito pano para pensar.
- O meteorito que caiu na Russia foi um acontecimento e tanto. No entanto é curioso que não tenham surgido logo teorias de conspiração.
- Descobri recentemente uns transformadores de motos portugueses que me surpreenderam bastante. A última criação baseada numa Triumph Boneville é realmente excelente. Muitos parabéns aos donos da Ton-up Garage.
R’ha – fantástico filme curto
R´ha [short movie] from Kaleb Lechowski on Vimeo.
Este é um pequeno filme de ficção científica com o qual me cruzei recentemente. O mais extraordinário é que foi feito apenas por uma pessoa, o Kaleb Lechowski de 22 anos ao longo de 7 meses. Mais uma vez se prova do que imaginação e a dedicação são capazes.
2012: Mais um Fim de Ano. Mais um resumo?
Nesta altura do ano todos parecem publicar resumos do “melhor”, “pior” ou simplesmente de uma selecção “vintage” dos acontecimentos. Aqui farei apenas alguns apontamentos, mas se já estás farto de ler este tipo de posts não te censuro se fechares o browser. Cá vai.
- A Apple perdeu e muito com o falecimento do Steve Jobs. Está condenada a transformar-se numa espécie de Sony à qual se reconhece alguma qualidade mas não admiração. Os génios imitam-se, mas raramente se alcançam.
- Portugal apanhou de chofre com a crise em 2012. As pessoas estão tristes, soturnas, o país está a saque. Os Portugueses perderam a esperança. Perceberam que a Europa dos ricos os trata como povo de segunda e pretende mantê-lo assim, sossegadinho, obedientemente feliz na sua pobreza, num regresso a um feudalismo económico em que o senhor feudal é o estado, que põe e dispõe dos seus servos, por decreto dos seus governantes ignorantes.
- Profissionalmente foi um ano danado. Aprendi algumas lições e talvez tenha ficado um pouco mais amargo em relação a algumas situações (afinal não não se cresce sem um pouco de dor).
- Familiarmente o ano correu bem, mas é assunto privado que não te diz respeito.
- Ainda por falar em privacidade, em 2012 verificou-se mais um ataque tremendo à vida privada das pessoas, principalmente sob a capa de redes sociais e comunidades online. Mais do que nunca as pessoas parecem dispostas a entregar a chave da sua vida pessoal a servidores, controlados por companhias cujos objectivos não são claros. Antigamente até o nome de uma pessoa era do domínio privado e se alguém que não conhecíamos nos chamasse pelo nome imediatamente lhe perguntávamos como sabia o nosso nome. Hoje… até a cor das cuecas que trazemos vestidas pomos online.
- 2012 é o ano da emigração do know-how português. A emigração actual está centrada cada vez mais nas pessoas altamente qualificadas. A emigração é um assunto tão sério que não é algo temporário de 3 meses. É um fenómeno mais longo, de anos, mesmo décadas. A saída destas pessoas qualificadas prejudica Portugal agora e no longo prazo. Não sei como será possível recuperar, principalmente porque vai corresponder a uma destruição das entidades que em Portugal precisariam dessas pessoas.
- No mundo dos eBooks, infelizmente este mercado parece estar estagnado. Encontrou o seu nicho e os preços dos livros continuam a ser estupidamente altos quando comparados com as versões impressas em papel. Ainda é preciso uma verdadeira revolução, mas duvido que aconteça nos livros o mesmo que aconteceu com o MP3.
- Online: blogues estão a cair, mas não morrem, Twitter a subir, mas a ser descoberto por spammers, FB não quero saber. G+, ainda está aí com a inclusão das comunidades.
- Lembram-se da guerra Blue-Ray / HD-DVD? Ups… ano errado, mas agora que isso acabou, quantos Blue-ray é que foram vendidos este ano? Gostava de ter esse número. Acho que me ia rir.
A Gorda e o Bobo

A Gorda e o Bobo não tem nada a ver com a visita de uma certa indivudalidade alemã amanhã a Portugal nem com o estado deplorável que o país atingiu pela mão dos seus lacaios.
Qualquer semelhança com essa realidade é pura ilusão de mentes contaminadas por pensamentos de esquerda e deverá ser tratada com maior brevidade numa das Universidades de Verão para Bobos Reais que o desgoverno partido da maioria organiza.
Austeridade, e mais austeridade, e mais austeridade
The data provide objective support for what has been clear to just about everyone except pro-austerity German officials and deficit-crazed Republican politicians. Namely, deep government budget cuts at a time of economic weakness are counterproductive, complicating, if not ruining, the chances for economic growth.
Já todos (nós os pobres, eles os ricos, e os outros) verificamos que a austeridade aplicada ao sul da Europa não é boa para ninguém (e muito menos boa para o Sul da Europa). Talvez seja apenas boa a Alemanha que nos empresta dinheiro a juros mais altos do que aqueles que paga. Talvez seja altura da Alemanha sair do Euro, como o George Soros sugeriu. Talvez haja outros caminhos para recuperar, há certamente outros caminhos para recuperar as economias do Sul, caminhos que não passem pela total destruição das populações desses países.
Na actividade empresarial não há sucesso sem as pessoas que compõe as empresas. É uma espécie de regra de ouro. Sem bons colaboradores, satisfeitos, e empenhados não há sucesso empresarial.
Por outro lado os gurus da austeridade e os tecnocratas lambe botas do enriquecimento alemão acham o contrário. Os países do Sul serão brilhantemente bem sucedidos se puserem uns arreios nas pessoas, as chicotearem para arar os campos e lhes derem meio fardo de palha de ração.
Estão enganados, mas o pior nem é estarem enganados. O pior é serem cegos para perceber que estão enganados e como tal continuarem a insistir no erro. O Burro não é aquele que está enganado. O Burro é aquele que estando enganado continua a insistir no engano, sem corrigir o que está mal ou se afastar para deixar que outro tente solucionar o problema.
Infelizmente o Sul da Europa está cheio de Burros.
Is Google Docs integration with iPython Notebooks a good idea?
Google Docs should integrate iPython Notebooks, period. It would be so great to run python inside a Google Doc / Notebook. It would make Google Docs the Lab Notebook of many scientists.
Ok, but first, what are iPython Notebooks? A Notebook is basically a web-based user interface for authoring and running Python code and rich text. It saves everything in JSON format and is therefor very portable and useful for experimenting, prototyping, data exploration, and teaching. It is very useful because you don’t have to rerun your entire python script, or if you’re in a python repl you don’t have to retype everything. You just change what you need in the cell you want and rerun that cell. See an example of the output of one iPython Notebook.
Why Google Docs should integrate iPython Notebooks? Google is one of the big boys of python. It also provides appengine that allows you to run your python apps on their servers. So I’d say that 90% of the infrastructure is already in place for Google Docs to support iPython Notebooks. Obviously Google doesn’t want to give you access to some low level parts of Python but they could implement Notebooks in with the same kind of sandbox they have in Appengine.
Now imagine that google can go even further and integrate iPython Notebooks with their collaborative Google Docs environment in a way that many contributors could be working on the same document and in the case of Notebooks we are talking about running code in the same document, simultaneously. Imagine several users sharing a python session within a Google document. Obviously sandboxed and secured and all that. Imagine remotely working in this way with partners across the globe.
Imagine teaching programming on a ancient Blackboard Notebook while your students experimented live and you’d be monitoring and helping them in the same document? The results of their actions would be immediately available and they could see what worked and what didn’t. How great would that be?
Also imagine the potential of using google infrastructure to run some pretty tough simulations. All from within a Google document and with results available immediately at the right place in the document you’re writing. In the end you’d just be exporting the document to a PDF and sending it to the journal… :)
Google Docs + iPython Notebooks could become a revolution in the way you write documents and run software. They would stop being two separate activities and become mixed in a way that would become natural. (obviously there are some attempts to do this in other softwares: for example R + Sweave or R + knitr, or Mathematica Notebooks, but none has the potential to spread as a combination Google Docs + iPython Notebooks).
With all this potential, I believe that if Google integrates iPython Notebooks as a native supported format in Google Docs, they will get a lot of love from my mom many scientist all over the world. Go ahead Google, just do it!
Revisão dos Prémios Nobel
Nobel da Economia: Grécia
Nobel da Medicina: Ébola
Nobel da Paz: União Europeia
Nobel da Literatura: Financial Times
Nobel da Física: Sergei Bubka
Nobel da Química: Paulo Portas e Passos Coelho
Novos escalões do IRS do orçamento de estado para 2013

Eis os novos escalões da roubalheira do estado de IRS definidos no novo orçamento de estado para 2013. Curiosamente verifiquem quem é que sofre os maiores aumentos…
update: Actualizei com a distribuição do n. de famílias segundo os dados do site do PORDATA (dados de 2009).