Hacking XMind

[ad#ad-1]Ultimamente, graças à Maria João Valente, descobri o XMind, um sistema de gestão de Mapas de Conceptuais muito interessante e cuja grande vantagem é que existe para Mac, Windows e Linux (bendito Java) permitindo trabalhar em qualquer máquina que possuo da mesma forma (se precisar de algo deste género experimente este: É bom e Open Source!).

Ora o mais curioso é que o formato dos ficheiros é uma bela surpresa. Apesar de ter uma extensão do tipo .xmind o ficheio não é mais do que um .zip e lá dentro do Zip estão apenas ficheiros XML e umas pastas com thumbnails. Ora sabendo isto… parece-me que há aqui possibilidades de utilizar e ou criar alguns serviços interessantes, particularmente se colocarmos um servidor algures online. Hm… que ideias é que se pode ter para mapas conceptuais online onde a interface local já está feita?

Extractos digitais

[ad#ad-2]Telefonaram do banco a perguntar se queria extracto digital e os bancos são tramados para convencer uma pessoa:

Argumento 1: O extracto digital permite poupar papel e ter uma atitude ecológica, evitando o abate de árvores. Temos que evitar o consumo de papel…

Depois de lhe ter dito que preferia que me continuassem a enviar o extracto em papel por questões legais:

Argumento 2: Mas pode sempre IMPRIMIR[sic] e ficar com um cópia!

Manuela Ferreira Leite e a Democracia!

[audio:http://pod-serve.com/audiofile/filename/9163/sommflsemdemocracia_manuela_ferreira_leite.mp3]

É inadmissível que esta senhora se chame política e muito menos política no activo. Não chegam os disparates do PM e seus ministros, que ainda vem a líder[sic] do principal partido da oposição dar-lhe votos de bandeja.

Se calhar estou enganado e esta senhora é antes o Pai Natal e tornou-se líder do PSD apenas para pôr uma prenda no sapatinho do PM.

update (mais calmo): mas o mais grave é que independentemente de virem a chamar ironia, a senhora não tem pejo em brincar com algo tão fundamental como o princípio da nossa republica moderna. Tal com em França o Le Pen não tinha em relação à dele.

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Questões dos Direitos de Autor

O direito de autor nacional (e o internacional também) tem muitos defeitos, sendo que principal é estar desajustado da realidade actual.

Falta-lhe senso comum! Mas eis alguns pontos que registei:

1) Os direitos de autor são válidos durante 70 anos após a morte do último autor (no caso de trabalhos colectivos como bandas). Ou seja em Portugal apenas obras de autores que tenham morrido antes de 1938 podem ser adaptadas, trabalhadas ou difundidas. O chamado domínio público que podia ser utilizado para formar livremente a cultura nacional parece uma feira de velharias.

2) A SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) na listagem dos requisitos para inscrição na SPA tem logo à cabeça como primeiro requisito 150€. Diz bem dos seus intuitos, uma vez que associa imediatamente a questão do Direito de Autor a uma questão de transacção económica.

[ad#ad-1]3) Os direitos de autor cobrados pela SPA aos vendedores e depois pagos aos autores exigem a entrega por parte destes de um recibo verde, como se o autor estivesse a prestar um serviço à SPA

4) Se o autor residir no estrangeiro não se efectuam declarações de rendimentos em Portugal e não há entrega de recibos oficiais, ou IRS, sendo-lhes descontado uma taxa de 15%. Ou seja.. se residir em Portugal, paga 20% para IRS e 20% para IVA. Se residir no estrangeiro apenas perde 15% (arbitrariamente decididos)

5) Se a tendência das empresas de fazer dinheiro, leia-se sociedades de defesa dos direitos de autor, for a de levar os ISPs a tribunal, então já imaginaram o que era termos a PT ou o Kanguru ou a Vodafone a ouvir as nossas chamadas telefónica e a decidir sobre o que podemos ou não podemos dizer nas nossas comunicações? Isto sem um mandato judicial? Então porque autorizam os juízes esta situação no caso da comunicação de dados? Acontece que os juízes desta Europa estão a ser usados, não para proteger os autores das obras e punir os infractores, mas antes para arranjar alguém que lhes pague aquilo que eles não conseguem cobrar, mesmo que seja à entidade errada. As empresas de protecção de direitos de autor estão a transformar os juízes em “cobradores de fraque” e estes deixam.

Link: FAQ da SPA

Book Meme

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Não lamente, se alguma vez o chamarem para servir o país em funções ministeriais perceberá que o seu cérebro lhe dará a volta no preciso momento em que se sentar numa cadeira como esta, nem imagina a diferença,
* Grab the nearest book.
* Open it to page 56.
* Find the fifth sentence.
* Post the text of the sentence in your journal along with these instructions.
* Don’t dig for your favorite book, the cool book, or the intellectual one: pick the CLOSEST.

Direito de Resposta do Site da Iniciativa Nacional para a Banda Larga

Os senhores que fazem a gestão do site http://escolas.internet.gov.pt responderam ao email que enviei de reclamação que no âmbito do direito de resposta transcrevo a seguir:

Exmo. Sr. David Rodrigues,Antes de prosseguir com os detalhes da explicação técnica convém contextualizar que este site http://escolas.internet.gov.pt surgiu em 2004 no âmbito da migração da ligação das escolas à Internet para tecnologias de banda larga, destinando-se apenas à recolha da informação de cadastro e técnica necessária para esse efeito. Estando há muito concluída essa fase o acesso actual a este site não se revela de utilidade para a escolas.– Compatibilidade de técnica dos browsersPara facilidade de preenchimento por parte das escolas dos vários formulários existentes nesse site, foi desenvolvido um framework de javascript compatibilizado à data de 2004 com os browsers exibidos na página de “Versão de Browser não suportada!”; Internet Explorer e Netscape. Ou seja, como se pode constar houve a preocupação de compatibilização funcional do site com outros browsers que não o IE. Convém lembrar que a essa data não existia versão estável do Firefox bem como de outros actualmente de grande divulgação.Com os melhores Cumprimentos, Cirilo Silva.

[ad#ad-1] Comentário:

É bom verificar que os serviços estão atentos às reclamações e corrigem o que tem que ser corrigidos quando alertados para o efeito.

No entanto devo salientar que o Firefox foi lançado em Setembro de 2002 com o nome Phoenix e apesar de na altura não ser um produto estável quando se chegou a 2004 era já um produto que tinha muita implantação no mercado, sendo que a versão 1.0 (já com o nome Firefox) foi lançada em Novembro de 2004. Em Fevereiro desse ano a American Management Systems tinha considerado o Firebird (nome que tinha na altura) como um produto que era virtualmente livre de perigos e tecnicamente muito forte.

Quanto ao Safari, foi lançado pela Apple em versão beta em Janeiro de 2003 e em versão 1.0 em Junho de 2003.

A questão da estabilidade dos browsers novos levantada é questionável, mas mesmo admitindo-a, desenvolver um website fazendo depender as suas funcionalidades da utilização de um browser específico é errado. O desenvolvimento web deve ser feito por “camadas” de forma a que se possa sempre descer para uma camada inferior, ainda funcional, caso em determinada situação um determinado browser não suporte determinado “extra”. Tal não terá sido o caso nesta situação em que se à data se fez depender funcionalidades cruciais de funcionalidades exclusivas de determinados browsers.

Em todo o caso é bom verificar que as reclamações não caem em saco roto e se faz alguma coisa para as atender. Se somente os gestores do site http://www.monumentos.pt fizessem o mesmo e corrigissem o site!

Site da Iniciativa Nacional para a Banda Larga é só para alguns…

[ad#ad-2] Fui alertado pelo artigo da Maria João Valente a propósito de mais um website pago por dinheiro dos contribuintes que não funciona com todos os browsers actuais. Trata-se do site do governo dedicado à Iniciativa Nacional para a Banda Larga.

Como tentar aceder ao website parece ser coisa complicada para quem não tiver um pouco de engenho, decidi enviar um email de reclamação ou protesto (conforme quem realmente ler o email). Aqui fica o meu email enquanto esperamos que um dia respondam, o que duvido.

Caros senhores,Queria reclamar do mau funcionamento do site por vocês geridohttp://escolas.internet.gov.pt/uma vez que o mesmo indica que é necessária a instalação do Internet Explorer 5.5 ou Netscape 7.0 para correcta visualização.Sou utilizador Mac, e como tal não utilizo o Internet Explorer. Quanto ao Netscape 7.0, foi descontinuado pela empresa há alguns meses sendo um produto que não existe. Utilizo isso sim o Firefox 3.0 e o Safari, dois browsers modernos, que implementam os standards melhor que aqueles que vocês indicam no vosso website pelo que não compreendo que em ambos os casos o vosso site não aceite estes browsers.Se a decisão de não desenvolver o website para todos os browsers actuais foi uma questão política então queriam encarar este email como um protesto político. Se por outro lado se tratar de incompetência da vossa equipa técnica então serve este email de reclamação para que a falha técnica seja corrigida e os responsáveis chamados à atenção.Em ambos os casos é lamentável que um site do estado português não seja inclusivo, permitindo o acesso a todos os cidadãos e se tenha que recorrer a truques como alterar os user-agents dos browsers utilizados para que se consiga aceder aos conteúdos.(Este email de protesto será também publicado no blog http://sixhat.net )Cumprimentos,David Rodrigues http://sixhat.net/

Esta reclamação seguiu para o email bandalarga@escolas.internet.gov.pt e se quiser reclamar faça-o, a reclamação é um direito para o bem de todos.

update: hoje (dia 11 de novembro) o site da Iniciativa Nacional para a Banda Larga já permite o acesso a partir do Firefox e Safari. A reclamação parece que fez efeito.