Novo Palm Foleo

Palm Foleo Terminal

A Palm virou-se para o linux para tentar salvar a empresa. Já disse aqui o que achava destas mudanças, mas em todo o caso o novo Foleo parece um conceito deveras interessante. Vendo os vídeos de demonstração no site da Palm o que me chamou mais a atenção foi que no menu de selecção dos programas a utilizar aparece um muito importante, o Terminal. O que se poderá fazer com esta aplicação?

Ora este companheiro para os smartphones terá sucesso? Ou poderá ser efectivamente um computador leve capaz de convencer quem não quer andar com um computador completo? E se bem que existam algumas aplicações pré-instaladas, vai ser possível adaptar facilmente aplicações existentes para correr no Foleo? Se o Foleo corre sobre linux não deverá ser muito difícil fazer o port para ele dos nossos programas favoritos. A menos que a Palm venha a limitar a forma como se desenvolve para o Foleo e decida que só o que se faz “in house” será suportado como no caso do iPhone.

Por outro lado este aparelho aparece definido como companheiro de um smartphone. Interessa-me saber é o que é que ele vale sozinho, sem smartphone. É utilizável? Os próximos dias devem esclarecer isto e a sua aceitação e o “buzz” que gerar pode abrir caminhos para por exemplo o “sub-notebook” que tantos rumores falam da apple? Será por isso que a Palm ainda não conseguiu um acordo comercial com a apple para a compatibilidade entre o Foleo e o iPhone?

Para já ficamos pela possibilidade de experimentar virtualmente o Foleo.

Motores de Xadrez para MAC Intel

Depois de andar à procura de vários motores de xadrez para o MAC verifiquei que normalmente não há versões para MAC Intel, existindo apenas as versões para Power PC. Assim decidi pegar nas sources de alguns e compilei os binários do Polyglot, do Fruit 2.1 e do Toga II.

O Polyglot não é um motor de xadrez, mas um intermediário entre os motores que utilizam o protocolo UCI e os ambiente gráficos que utilizam o protocolo Winboard.

O Fruit e o Toga (este é derivado do Fruit) são dois dos mais poderosos motores de xadrez existentes (podem não ser os melhores, mas chegam para vencer a qualquer um dos comuns mortais).

Utilizar o Twitter como ferramenta!

Muito se tem falado da utilização do twitter ultimamente na web, desde à questão das comunidades virtuais, aos problemas de crescimento do serviço. Mas o twitter é mais que um sistema de micro-blogs para a criação de comunidades virtuais. O twitter pode ser utilizado como ferramenta de “trabalho”.

O exemplo que se segue exemplifica uma utilização possível para o twitter de forma a aproveitar as suas potencialidades em nosso favor:

O problema:

Como sabem jogo Xadrez online no Gameknot, os jogos no Gameknot são lentos. Cada jogador vai colocando as suas jogadas e o adversário pode responder até 15 dias depois (depende do tempo de cada jogada definido no setup do jogo, que varia entre 2 dias e 15 dias).

Seria interessante receber uma notificação de quando é que o nosso adversário jogou, em vez de termos que visitar o site todos os dias. O Gameknot disponibiliza um serviço de RSS, mas mesmo assim implica lermos os feeds e não se trata de uma notificação.

É aqui que o twitter se manifesta interessante! Como receber notificações no telemóvel quando é a nossa vez de jogar?

Eis os passos necessários, que são possíveis de fazer por qualquer pessoa sem conhecimentos de programação.

  1. Criar uma conta no twitter para lidar com as notificações. Neste caso a minha chama-se sixchess
  2. Criar uma conta no Gameknot (ou outro serviço para o qual queiramos notificações, mas vamos seguir o exemplo)
  3. utilizar o site twitterfeed.com para agendar uma tarefa que de 30 em 30 minutos verifica o RSS do Gameknot e actualiza a conta sixchess do twitter
  4. Com a nossa conta normal do twitter (no meu caso é sixhat) adicionar a conta sixchess como nosso “amigo
  5. Na nossa conta normal do twitter activar a notificação por telemóvel ou por IM

A partir deste instante de 30 em 30 minutos o twitterfeed.com verifica se o RSS do Gameknot tem entradas novas. Se sim, então envia essas entradas para a conta do sixchess e o twitter notifica os “amigos” do sixchess das novas entradas. Neste caso eu recebo a notificação de novas entradas no telemóvel e sei que tenho jogos onde é a minha vez de jogar.

Esta instalação simples não permite que seja enviada qual a jogada realizada pelo adversário. Para isso teríamos que substituir a conta do twitterfeed.com por algo diferente como os scripts que fiz para o twitter do público (com as devidas alterações naturalmente), mas isso implicaria ter que programar alguma coisa. Esta forma garante que qualquer utilizador possa criar um serviço de notificação pessoal sobre aquilo que desejar. Basta que tal serviço tenha um RSS.

Sobre as prateleiras da Fnac

É natural que a disposição dos produtos nas prateleiras das superlojas obedeçam a critérios de optimização do espaço, para vender o que segundo o vendedor tem mais hipóteses de vender bem. O que me espanta é que no mundo digital onde o espaço não é coisa cara, as preocupações de venda passem por outras considerações que nem sempre são insuspeitas. A pergunta que se coloca é:

O que leva a FNAC no site online, a por exemplo na secção Consolas de Jogos colocar em 8 entradas 7 produtos da Sony e um da Microsoft, remetendo o campeão da Nintendo para uma segunda página. Aliás, o que leva a FNAC a ter nessa primeira página em primeiro lugar a PS3 e depois mais 4 variações da “a caminho do enterro final” PS2? São mais importantes as PS2 que a Wii? Ou haverá alguma acordo entre a Fnac e a Sony para promoção dos produtos da Sony em detrimento da Nintendo? E mesmo a Xbox só aparece depois da PS3, uma PSP (em saldo) e duas PS2?

Serei só eu a achar isto muito estranho?

Depois  de ler os comentários decidi expandir um pouco a minha ideia original em relação a este post:

Todos sabemos que há acordos entre vendedores e fabricantes, mas o que eu acho mais estranho não são tanto esses acordos, mas a forma ostensiva como em Portugal (lá fora não conheço) os vendedores nos tentam atirar com produtos descontinuados depois dos novos produtos terem saído. No caso em questão, a Wii, produto novo, é marginalizada para uma segunda página a troco de 4 PS2, produto em fim de linha. Parecia-me normal que os vendedores tentassem despachar os stocks de produtos em fim de linha nos meses antes de sair um produto novo e não depois de haver produtos novos no mercado, mas infelizmente a experiência que tenho é que fazem exactamente o contrário.

A segunda questão é que se na loja física as empresas vendedoras tem realmente espaço limitado e portanto apostam em cavalos ganhadores, numa loja online virtualmente não há ocupação de espaço. No caso da Fnac nota-se que aquela distribuição de 8 items por página é uma forma de artificialmente limitar um espaço infinito (ou quase). O que eu questiono é que se há essa limitação de espaço arbitrária, porque colocam 4 produtos (50% dos items dessa página) em fim de linha nessa página relegando novidades para a segunda página. Sim a Sony paga para isso, mas isso é bom para o consumidor? Não ficam com a sensação que o vendedor não é sério e que nos está a tentar impingir um produto escolhido por eles, não dando verdadeira importância ao que o cliente quer?

Cavalo Preto para c3

Nos últimos dias andei a limpar as minhas listas de afazeres. E limpando-as houve até tempo para voltar ao mais puro gozo da estratégia: o xadrez!

Se houver aí algum jogador com vontade de me ajudar a desenferrujar o jogo, eu jogo no Gameknot.

Digg: a história de um número maldito…

Ontem estourou a polémica, e o verniz, no Digg. A entrada sobre o número mágico, a chamada Processing Key, que vai muito provavelmente permitir que os utilizadores de Linux possam ver filmes HD nos seus computadores.

Mas vamos por partes:

  • O número foi descoberto dia 11 de Fevereiro e já está nos fóruns da Doom9 desde essa altura. Aliás juntamente com a chave a leitura da thread mostra a evolução do processo de descoberta da chave. Muito interessante.
  • A chave não é mais do que um número: 0x09F911029D74E35BD84156C5635688C0.
  • Depois do aparecimento do número, a AACS LA começou a enviar cartas C&D para que os sites fossem retirados alegando que sob a DMCA Act o número era propriedade intelectual da AACS LA e portanto não poderia ser publicado.
  • O Digg foi um dos visados e retirou a primeira entrada para a chave.
  • A segunda entrada no digg sobre o assunto ultrapassou em menos de 24h os 15 000 diggs ( o máximo usualmente anda pelas 3, 4 mil) e também foi retirada do ar…
  • A partir daqui o equipa do Digg colocou um post no blog a explicar o porquê… tinham medo a C&D
  • Sendo um site social, feito pelas pessoas, estas revoltaram-se e imediatamente começaram a submeter todas as entradas possíveis e imagináveis sobre a chave. Todas elas a receberem o apoio de todos e literalmente enchendo a página principal do digg com a chave. As massas preferiam ver o digg a ser processado do que a comportar-se que nem um cachorrinho.
  • Às 4h da manhã de ontem (hora a que me fui deitar, depois de 22h seguidas de trabalhos…) não havia uma única entrada na página principal do digg que não fosse sobre a chave.
  • A equipa do Digg percebeu que depois disto o digg não poderia voltar a ser o mesmo. O verniz tinha estalado, as massas revoltado e vencido. Assim, só lhes restavam duas alternativas: Manterem-se calados ou Mudarem de posição.
  • Hoje de manhã, o Kevin Rose mudou de posição: O Digg aceitou o poder das massas e anunciou no blog que não iam retirar mais a entradas com a chave e que iriam lidar com as consequências.
  • Parece-me que perceberam que, de uma forma ou de outra, a credibilidade do Digg estava afectada. Que lhes restava saber de que lado queriam combater.
  • Deste episódio retiram-se algumas lições no que diz respeito aos novos desafios das tecnologias modernas. Quer ao nível de quem produz estes agregadores sociais, quer ao nível dos sociologos interessados por estes fenómenos de cauda longa.
  • Esta noite no digg foi a prova de que o poder da cauda longa é maior que os hits da cabeça.
  • A industria dos filmes é, como sempre, a última a perceber o fenómeno da cauda longa. Veja-se o caso do DVD onde a industria queria impor um preço de venda de cerca de 70, 80$ por achar que isso corresponderia a 1 família de 5 ver o filme 3 a 4 vezes. Claro que isto foi no século passado, mas parece que esta é efectivamente uma industria que não aprende com a história.
  • Por fim, uma nota para o verdadeiro herói disto tudo, o hacker arnezami que conseguiu obter a chave. Outra coisa que também parece ter sido mal interpretada e que lendo nos foruns se percebe é que a chave tanto funciona para HD-DVD como BluRay. Portanto a guerra volta à estaca zero.

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Depois do Digg, ter retirado este chave do site 2X (depois de ter atingido os 15 000 diggs), depois da industria do cinema se achar agora no direito de ser proprietária de strings, de exercer censura e afins…

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Para quem não sabe, isto é o início da chave que permite escancarar as portas do HD-DVD. Afinal não foi precisa a industria do sexo para se encontrar um vencedor…

O Tal post original que continha a chave e que pelos vistos sobrevive ainda por estar alojado algures no Equador está aqui.

O post no Slashdot aqui!